No Reino do Dragão 

Sikkim - Bhutan Tour 2013


Duas semanas a viajar pelos Himalaias. Paisagens fantásticas, templos coloridos, uma sociedade diferente. Uma viagem que não foi apenas andar de moto. Teve uma componente cultural e de aprendizagem muito forte.


Parte IV
(há mais para ler)



SÁBADO, DIA 23 MARÇO 2013

Às 5h da manhã ouço vozes no corredor. Um sono ainda não acabado e uma vozinha lá no fundo que me diz para ir ver o que se passa. Levanto-me e visto-me à pressa. Desço e descubro que estão todos prontos para sair. O empregado da noite esqueceu-se de me acordar. Isto começa mal. Têm de esperar 30 minutos para me arranjar e tomar o pequeno-almoço. Ainda atabalhoada, saímos em direcção a Tigers Nest.

O sol ainda não acordou. Uma luz difusa e nevoeiro. 20 min de jipe até um parque de estacionamento no meio da floresta, o local transitável mais perto do mosteiro. Daqui até lá acima é uma hora de caminhada até ao primeiro ponto (view point) de onde se vê o mosteiro mais de perto.

Tiger’ nest Monastery é o nome por que é também conhecido o Taktsang Palphug Monastery, construído à entrada de uma gruta onde se acredita que o notável Padmasambhava meditou durante 3 anos, 3 meses, 3 semanas e 3 horas no século VIII. Padmasambhava, o grande mestre budista Nyingmapa (segundo Buda) é conhecido no Butão como "Guru Rimpoche”, pertencente à mais antiga escola budista (Red Hat sec) e à qual são atribuídas as primeiras traduções dos escritos de Buda, de sânscrito para tibetano. Foi ele quem trouxe o budismo para o Butão e reza a lenda que voou no dorso de um Tigre desde o Tibete até aqui.










Começamos a subir. Estamos a 2.000 mtrs de altitude e o mosteiro fica a 3.000 mtrs (para comparação, a nossa serra da estrela fica a 1.900 mtrs de altitude). A caminhada não é fácil. O terreno é muito inclinado. Não há estrada nem caminho que mereça esse nome. É mesmo um carreiro, batido pelos muitos caminheiros que como eu têm curiosidade de ver o mosteiro mais de perto. Uma subida íngreme, feita devagar para o coração não sair pela boca. Para que os pulmões consigam respirar. A esta altitude o coração bate forte. O cansaço vem rapidamente. Falta o fôlego. As pernas doem. Eu que faço apenas uns passeios ao fim de semana. Não sou caminheira mas pensei que seria uma boa experiência subir a montanha.

Ao longo da subida a paisagem revela-se. Há locais onde o mundo se estende aos nossos pés. Montanhas abruptas, intensamente verdes. As fotos não conseguem retratar esta maravilha. Uma hora e 15 min depois chegamos à falésia mesmo em frente ao mosteiro. Tem-se uma vista o mais perto possível. A partir daqui tem de se descer a ravina e subir um número interminável de degraus escavados na pedra, junto à cascata que corre numa garganta que separa do mosteiro. É mais uma hora de caminhada. Decido que chegar aqui já foi bom. Não vou continuar até lá. Fico bastante tempo sentada na cafetaria a olhar aquela construção encavalitada na falésia. Os monges queriam um local remoto e isolado para poderem meditar. Conseguiram. E o Governo respeita e ajuda pois não constrói estrada nem sequer uma passagem mais suave.

















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Durante a subida ainda tive a sorte de ver dois pequenos monges com burritos que desciam à vila para comprar víveres. Na descida encontrei-os a subir, com os cavalitos carregados

A descida foi mais fácil. Já não está tanto frio. Vou descendo devagar, em cada passada tiro uma foto. Cruzo com mais turistas que se esfalfam a subir. De várias nacionalidades, uns caminham, outros sobem em cima de burritos. A subida custa 400 ngultrum (o câmbio é igual à Rupia – 5,5 euros) e o preço foi estabelecido pelo governo. Qualquer pessoa que more na região e que tenha uma mula ou um cavalito pode ir para lá e fazer o serviço. Preço fixo.












São 11h da manhã. Vamos a caminho da grande fortaleza ver o festival. Foi uma sorte estar aqui na data do festival. Um acontecimento anual que chama muitos turistas e que é uma ocasião sagrada para os butaneses.

O festival de PARO, um dos mais movimentados do Butão, é realizado uma vez por ano no 10º dia do mês do calendário lunar Tibetano. É um “Tsechus”, uma festa religiosa budista, realizadas nos Dzongs (fortalezas) ou em mosteiros, onde os monges realizam uma série de danças com máscaras que retractam acontecimentos da vida de Padmasambhava.

Reza a história que este importante monge visitou o Tibete e Butão nos séculos oitavo e nono. Ele costumava converter os adversários do budismo através da realização de ritos, recitando mantras e praticava uma dança de subjugação para conquistar os espíritos e deuses locais. Sabendo disso, o moribundo Rei Sindhu Raja pediu-lhe ajuda. Padmasambhava realizou uma série de danças e restabeleceu a saúde do rei. O rei, agradecido, ajudou a espalhar o budismo no Butão.
Padmasambhava organizou o primeiro tsechu em Bumthang, onde as oito manifestações de Guru Rinpoche (Padmasambhava sendo a forma humana) foram apresentadas através de oito formas de danças.

As danças, consideradas sagradas, só podem ser realizadas por monges que se preparam semanas antes do festival, envolvidos em profunda oração e meditação. Os monges usam máscaras inspiradas em seres iluminados da história e os butaneses acreditam que assistir essas danças místicas é essencial para alcançar a iluminação.

Os Tsechus são grandes encontros sociais, que desempenham a função de ligação social entre pessoas que vivem espalhadas por aldeias remotas. Anualmente é uma oportunidade para os butaneses comemorarem com familiares e amigos. As pessoas se vestem as melhores roupas e usam jóias de coral e turquesa. Trazem cestas de bambu com comida e ficam o dia todo nos festivais. Todos os butaneses tentam assistir a um festival pelo menos uma vez na vida e muitos consideram uma bênção ser capaz de ver as danças.














































Tivemos uma experiência curiosa. No meio da multidão anda um homem de meia-idade a falar com todos, sorridente. Muita gente o ouve. Não é monge. Aproximamos-nos para ver o que se passa. Metemos conversa. É um deputado do parlamento que anda em campanha eleitoral. Com um sorriso ainda mais largo explica-nos. Em 2008 o anterior Rei ofereceu a democracia ao povo. Estabeleceu um regime parlamentar, organizou eleições e formou-se o primeiro governo do país, com 1º Ministro e vários ministérios. Na altura concorreram 2 partidos. Daqui a uns meses vão ser as 2ªs eleições livres do Butão. Há 5 partidos a concorrer para o Governo. A campanha eleitoral é feita por visita dos candidatos a deputados às cidades e aldeias. Em muitos locais remotos têm de explicar o que são eleições pois muitas pessoas ainda não entendem. O Rei continua a ser muito respeitado e as suas opiniões são sempre muito consideradas.

Este senhor anda a incentivar as pessoas a votar. Pertence ao maior partido do país, pelo menos ao que teve mais votos em 2008. Acredita que vai ganhar as próximas eleições. Defende convictamente o princípio que o Rei estabeleceu há anos – que o Índice Nacional de Felicidade (Gross National Hapiness) é mais importante que o PIB. Este princípio, que já foi reconhecido pela ONU, é baseado em quarto pilares:

Igualdade no desenvolvimento socioeconómico;
Preservação e promoção do património cultural e espiritual;
Conservação do meio ambiente;
Boa governança.

Explica-nos demoradamente que os ricos não são sempre felizes enquanto que as pessoas felizes geralmente se consideram ricas. 

O conceito traduz a ideia de que deter a propriedade de bens não conduz à felicidade. Como exemplo diz que mesmo sendo deputado, não tem carro e desloca-se de transportes públicos. Mora numa casa simples que partilha com mais irmãos, alegremente. Diz que a herança cultural é o que identifica um povo e lhe dá as raízes. Defende a conservação da Natureza e que não é necessário abater as florestas para ganhar dinheiro.

Se eu fosse butanesa votava nele. E talvez em qualquer um dos outros candidatos pois todos eles defendem coisas parecidas. Dito pelo próprio. Engraçado como ele fala tão bem dos seus adversários. Respeitam-se todos. Aliás, o respeito é O pilar da sociedade. Estou a gostar tanto de o ouvir que até me esqueci das horas. Ainda hoje partimos para o próximo destino. Antes de me despedir ainda tiramos uma foto. Quem sabe se acabei de ser fotografada com o futuro 1º ministro do Butão.








Depois de almoço partimos para Thimpu, a capital do Butão. A saída de PARO a estrada está em reparações. Enormes camiões descarregam pedras apanhadas no leito dos rios, pedras redondas de vários tamanhos que depois são partidas pelos trabalhadores com grandes maços de madeira, para fazer a cama de brita. A seguir o alcatrão a ferver é espalhado à pazada e alisado à mão com barras de madeira forradas a metal. Depois passa um pequeno compactador e está acabada a estrada. A maioria dos trabalhadores são mulheres jovens, vestidas de colorido, que param de levantar pedras para nos observarem sorridentes.






Uma viagem curta de 80 km, sempre a acompanhar o rio que corre ao longo do vale (aqui chamam vale a um planalto a 2.000 mts. de altitude). Um caminho rápido por uma estrada larga e piso razoável, com uma paisagem fantástica.

Lá em baixo há uma ponte suspensa com uma pequena torre em cada lado. Já temos passado por várias destas. Finalmente perguntei o que era isto, isolado no meio do nada. A estrada asfaltada foi construída por cima dos trilhos usados antigamente, por onde as pessoas viajavam a pé ou em burros. Para atravessarem os rios foram construídas pontes que eram assinaladas pelas torres para que os viajantes soubessem onde podiam atravessar. Hoje em dia o Governo entende que deve preservar o património, então todas as pontes suspensas junto à estrada foram arranjadas. E aqui aprendi outra coisa – a estrada que andamos a percorrer é a única que atravessa o país, de Este a Oeste, foi a primeira a ser alcatroada e foi baptizada de “Lateral Road”. As obras começaram nos anos 60 … e ainda continuam. Depois desta só há mais meia dúzia de estradas alcatroadas que ligam a Lateral Road a outros pontos do país. O resto são trilhos.











O nosso Hotel é mesmo no centro de Thimpu. Nota-se que é uma cidade importante do país, muito movimentada e já com edifícios em betão, misturados com casas de arquitectura tradicional. Um bocado descaracterizado. Não me apetece ir explorar a cidade. Doem-me as pernas de ter caminhado tanto esta manhã. O dia foi muito intenso. Há tanto para escrever. Vou aproveitar para descansar e para tomar um bom banho. Este Hotel tem banheira e água com pressão. Nem acredito.



DOMINGO, DIA 24 MARÇO 2013


De manhã cedo começamos a subir a montanha outra vez. No Butão, para se passar de um vale ao outro não basta contornar as encostas. É preciso subir até ao cimo e atravessar as passagens de montanha. Em pouco mais de 30km subimos do vale e estamos a 3.100 metros de altitude, no Dochula Pass. Um dia lindo e azul, um frio de rachar. A paisagem é indescritível. O local está cheio de pequenas construções que fazem lembrar templos em miniatura.

A família real mandou construir 108 Chortens – marcos de homenagem aos militares que faleceram quando expulsaram uns rebeldes indianos do território há 10 anos. Surpreendeu-me esta história pois não estou a ver os pacíficos butaneses em guerra. Parece que havia uns problemas com uns opositores indianos que assentaram base no Butão e que a Índia disse ao Rei que se não os expulsava o exército indiano entrava por aqui adentro e fazia o serviço. Coisas da política.















Contornamos a montanha por uma estrada estreita mas boa. Farrapos de nevoeiro pairam presos nas copas das árvores. Parecem colunas de fumo por cima da floresta densa. No caminho encontramos YAKs, uma espécie de boi de pelo comprido e preto e grandes chifres. Andam em estado selvagem. Não se assustam à nossa passagem.













Avistamos o vale de Punakha. Lá em baixo avistam-se os campos cultivados em escada, povoações e um pequeno rio. E de repente, mais uma descida a pique. É engraçado como eles constroem as estradas. Quer para subir quer para descer, um zig-zague de 1 km é suficiente para atingir uma altitude considerável ou se chegar ao vale. É quase vertical a espiral e os cotovelos. A floresta tapa a estrada senão tinha aqui centenas de fotografias de Stelvios butaneses.







Assim que entramos no meio do vale fico sem respiração. O guia já deve estar habituado a estas coisas. Parou na estrada. A vista é soberba, fenomenal. Incrível. Tenho à minha frente todo o meu imaginário do Oriente. Um rio azul, uma fortaleza branca, as montanhas recortadas no céu azul.

Punakha Dzong, ou "o palácio da grande felicidade" é uma antiga fortaleza monástica que foi o centro administrativo do país e assento do governo até 1955, ano em que a capital mudou para Thimpu. Foi também aqui que se realizou o casamento do actual rei. Uma fortaleza imponente, considerada como a mais bonita do Butão e arquitectonicamente mais rica.

























Há aqui muitos jovens, vestidos com túnicas vermelhas, aprendizes da filosofia budista. Observo-os a tomar banho no rio, brincam na água, ouvem-se risos. Segundo a explicação do guia, historicamente as famílias mais pobres enviavam um dos filhos para um mosteiro para que tenham acesso à educação e também por razões de sobrevivência. As crianças transformam-se em monges muito cedo para aprender a renunciar às tentações e às comodidades da vida. É considerado uma honra a família ter um monge num mosteiro.

O meu pai dizia o mesmo. Contava-me que há uns 50 ou pouco mais anos, em Portugal (e pela Europa toda) havia o hábito de mandar um filho para o seminário. Ser padre era sinónimo de conseguir uma vida melhor, de saber ler, escrever e aprender a não cair em pecado.

Países tão distantes, religiões/filosofias tão diferentes e … mais do mesmo.








Enquanto visitamos a fortaleza o mecânico anda a verificar a pressão dos pneus. Com uma bomba de pé, enche de ar. Apalpa o pneu. Dá mais ar. Por fim, encosta a orelha na roda, dá umas batidas na borracha com um martelo e ouve o som. Está pronto para rolar.







Dentro dos mosteiros, os butaneses têm de vestir obrigatoriamente o traje tradicional. O nosso guia anda normalmente com o equipamento da moto. Antes de entrarmos tivemos de estar à espera que ele se vestisse. Foi hilariante. Vestiu a túnica e atou com o cinto. Tirou as botas e as calças e calçou uns ténis. Estava pronto. Quando saímos continuou assim. O almoço era num restaurante perto e foi de perna à mostra até lá. Parecia que ia a conduzir de saia.








Ainda temos uns 150 km pela frente. Circulamos pela estrada de montanha, umas vezes estreita, outras vezes mais larga, mas sempre com alguns troços em obras porque a encosta desabou sobre a estrada. Passamos por bastantes YAKs. Uns andam pelos campos, outros estão mesmo à beira da estrada. Perto das povoações vemos muitas vaquinhas. Mas ao contrário das indianas, andam pela borda da estrada, acompanhadas pelo dono. Aqui as vacas não são sagradas. Deve ser por isso que são mais gordinhas e lustrosas. E também por isso que as crianças têm leite para beber.

Nunca entendi esta obsessão dos homens pelo sagrado e proibido. Em vez de pensarem no bem estar e em serem felizes pensam em criar regras. Muitas delas só podem ter sido criadas por deficientes ou velhos alzeimers sem noção nenhuma da realidade. Talvez já tenham sido homens sábios mas a verdade é que a idade trás a doença e leva o discernimento. E o que ainda me faz mais confusão é as pessoas seguirem essas regras. Deveriam avaliar se quem manda ainda tem condições para o fazer. Não me faz sentido entronizar como sagradas as vacas e obrigar tantos milhões a passar fome. Não me faz sentido seguir uma ordem para matar pessoas só porque são de outra religião ou de outra cor ou sei lá que mais desculpas arranjam para fazer guerras. Que raio, avançámos tanto em todas as ciências mas o pensamento continua a ser o mesmo de há 2.000 anos. 











Atravessamos mais uma passagem de montanha – Pele La Pass – a 3.300 metros de altitude. Está frio. Para assinalar a passagem há outro Chorten e uma selva de bandeirolas. Diferentes das grandes bandeiras hasteadas em estacas, são também bandeiras de oração. Cordas muito compridas, cheias de pequenas bandeirinhas de cores fortes – amarelas, verdes, vermelhas, brancas e azuis. Cada cor simboliza um dos elementos – terra, água, fogo, ar e espaço. Penduradas em locais altos e ventosos, em pontes ou na frente das casas, os budistas acreditam que estas bandeiras trazem boa fortuna e purificam o karma negativo. O Guia já deve estar farto de me explicar coisas. Fala disto tudo com muita reverência e diz que antigamente as orações e mantras eram pintadas à mão em pedaços de tecido. Desde que as bandeiras começaram a ser impressas por máquinas, agora é mais fácil as populações pendurarem muitas bandeiras e espalhar a felicidade e a fé no Budismo. Realmente é bonito de ver uma quantidade enorme de bandeirolas coloridas a abanar ao sabor do vento. Dá um ar de festa. Eu como Ocidental associo as bandeiras a ocasiões festivas. E festa é sinal de boa disposição.

Este marco está mesmo no meio da estrada. Um ponto onde a estrada é bastante larga. Há uma barraca de madeira com tecidos, tapetes e lenços à venda. Duas mulheres esperam pelos turistas que param obrigatoriamente aqui.














Na descida para o vale encontramos outro Chorten. Este foi construído no séc XVIII para tapar um espírito maligno que era contrário à filosofia budista e foi derrotado neste sítio. Este espírito, segundo reza a lenda, manifestava-se em forma de uma serpente gigante. No cimo da construção uma pedra quadrada tem olhos desenhados em todas as direcções. Um bocado assustador.







Quase no final do dia fazemos uma paragem para descansar à beira da estrada. Do outro lado da montanha, bem pertinho, o guia mostra o hotel onde vamos ficar. Parece tão perto mas ainda temos de contornar a montanha e fazer 17 kms para lá chegar.











Nota: Escrito ao abrigo do (Des)acordo ortográfico

3 comentários:

  1. Olá Paula!
    Bonitas fotos que partilhas! :)
    Aguardo continuação da crónica!

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  2. É um prazer ler estes textos! Obrigado pela viagem que fizeste!

    Estranho agradecer uma viagem que outra pessoa fez não é?! mas é o que sinto porque senão tivesses viajado eu não veria como é o resto do "mundo" ! Beijinho!

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    1. Olá Pedro,

      A ideia é mesmo essa .... partilhar e retribuir todas as outras coisas que eu li e me mostraram outros mundos.
      Obrigada

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