Fiesta Brava…. Pedaços de uma Viagem …


Aqui partilho o relato de uma viagem pelo Sul de Espanha, paisagens e locais de Castilla La Mancha e Andalucia e um destino diferente: La Tomatina.

Esta viagem estava na gaveta há anos. E os desejos não são para ficar pendurados. Há coisas que sempre tivemos vontade de fazer. Quando o universo se conjuga para nos dar a oportunidade … temos de aproveitar …A vida é tão curta!



Domingo, dia 22 de Agosto de 2010

Quando se viaja na dobra central do mapa, é lixado. Dobra e desdobra, vinca de novo, amachuca. A estrada serpenteia entre um lado e o outro do mapa, mal se consegue ter um quadrado de caminho que mostre a direcção. Um exercício de paciência. Um mapa rasgado.




Fui procurar alojamento. No primeiro anúncio de Hostal, entrei. Um corredor escuro, uma escada, nas traseiras do edifício a recepção, mal iluminada. Paredes forradas de papel às flores, cadeirões forrados de vermelho. Perguntei o preço – 38 euros. Arregalei os olhos … a funcionária olhou para mim, fixamente. Subtilmente, disse-me que havia outros alojamentos perto, que podia ver mais opções. Tal era o olhar que me pareceu um sinal. Assim fiz.

Ao sair da porta entrava um casal. Um homem dos seus cinquenta anos, baixinho, cara vermelha e barriga grande. Ela, um mulherão balzaquiano, saia justa, decote comprido, seios a rebentar para fora, lábios vermelhos, unhas de gata. Rebolava-se nos saltos altos, cheirava a perfume intenso.

Saí rapidamente com um sorriso divertido. Acabava de ver o filme.

Na rua o sol brilhava. Uns metros à frente o Hostal Madrid onde consegui um quarto bem mais barato. A dona Maria até me ajudou a por a moto no descanso central.




Depois de uma caminhada pelo centro histórico de Toledo sento-me a descansar. Ao fim do dia, na morninha do entardecer, as velhotas sentam-se na esplanada a beber granizado de limão e a comer batatas fritas. Bem vestidas, colar de pérolas, lábios vermelhos, falam depressa, alegremente. Embalada pelo cantarolar de uma linguagem meio perceptível, observo dezenas de pássaros a brincar à volta dos torreões da gigantesca porta da cidade velha, um enorme brasão ao centro, pedra antiga já escurecida, imponente. A silhueta da catedral ao fundo transporta-me para a Idade Média. Imagino carruagens a entrar e sair, cavaleiros com armaduras, romarias de padres com capuzes, o som dos cascos dos cavalos a bater na pedra do chão.






Segunda-feira, dia 23 de Agosto de 2010

Este país pára entre as 14h e as 17 horas. Tudo fechado, ruas desertas, batidas pelo sol. Não há gente, não passam carros, no se passa nada. Es la siesta.





Tenho fome. Páro numa pequena vila, dirijo-me ao centro. Por entre uma arcada entro numa praça medieval, uma igreja em pedra, casas com varandas em madeira, uma esplanada deserta. Entrei no café, balcão corrido, mesas de madeira, chouriços pendurados, uma vitrina cheia de presunto, queijo afogado em azeite, mexilhões encavalitados em fatias de pão. O dono, homem de meia-idade, barrigudo, camisa coçada, cabelo preto penteado para trás, conversava com o único cliente.

Olhou para mim …. Pedi-lhe um bocadillo. Limpou as mãos às calças, cortou metade de um cacete, passou a mão pelo cabelo brilhante e besuntado, abriu um embrulho de papel vegetal de onde apareceu um bocado de fiambre amarelado. Um olhar mais atento e percebi que na vitrina havia uma festa de moscas, o ar cheirava a mofo. O homem fungou, limpou-se à manga, as manápulas peludas a fazer a sandes. Uma verdadeira Bodega!

Perdi a fome.

Saí dali rapidamente, nem olhei para trás. Voltei à estrada e segui caminho.






Ao longo do caminho é tudo amarelo. Searas cortadas, a perder de vista, salpicadas por oliveiras, aqui e ali. A planície avista-se até ao infinito, o céu azul limpo. Estrada castanha, km de rectas sem fim. Ao longe um castelo em ruínas, solitário, tão só como a paz do meu caminho.







O olhar não percebe que está vento. Não há árvores inclinadas, não há ervas dobradas. Mas o corpo sente, dobra com as rajadas, a moto inclina, anda de lado. O sol queima, implacável. A terra transpira calor, sobem ondas de ar que dançam nos campos. Está um calor sufocante, a estrada treme, nem o vento acalma as brasas do inferno. Nesta paisagem desolada, apenas os montes ao fundo apresentam vultos escuros, gigantes que nos olham do alto, braços agitados, aterrorizantes neste espaço sem fim. Sol e vento. Não admira que o velho cavaleiro tenha tido alucinações.


















No fim da planície, as serras. A paisagem muda de cor. Apresenta-se o verde, surgem as árvores, a temperatura refresca. Campos de girassóis viram as folhas ao sol. O verde é de diferentes cores. A estrada serpenteia por entre florestas cerradas e serras escarpadas, faces escuras de pedra onde se encavalitam povoações. Ao longo do tempo o vento esculpiu formas caprichosas que nos acompanham nas curvas da estrada.







Cuenca é uma vila empoleirada na falésia, obra de vertigem, uma ilha no meio da floresta. No posto de turismo uma simpática funcionária recomendou-me um hostal. O recepcionista tem uma moto igual à minha, modelo de 2005 e sonha ir de férias para Marrocos. Estive quase uma hora na conversa com ele sobre África. Já quer ir de férias em Setembro.









Terça-feira, dia 24 de Agosto 2010

Hoje há poucos km para fazer até ao próximo ponto de paragem. Decidi ir passear pelas “Serranias de Cuenca”. 3 Euros, 2 horas de caminhada, 1 Lt. de água e sigo viagem.










Os folhetos turísticos umas vezes são bons, outras não. Por vezes apanham-se alguns barretes. Desviei rota para ir ver o “Nascimiento del rio Cuervo”. Uma nascente, uma cascata mínima cheia de vegetação que mal deixava ver a água correr. Dezenas de turistas saltavam o gradeamento para fazer pose empoleirados na cascata. Tive de esperar meia hora para conseguir fazer fotos em condições.




Andei mais 50 km para Norte e ainda tinha de andar cerca de 40 minutos para ver o nascer do rio. Já chega de caminhada por hoje. Fiquei pela cascata. A estrada já tinha recompensado o desvio. Paisagem soberba, bom piso, curvas rápidas, o olhar perde-se no horizonte.






O tempo corre depressa. Hoje tenho destino marcado e ainda uns 150 km para fazer. Estou atrasada. Atalhei caminho. Dizem que as estradas em Espanha são todas boas. Quase todas. 40 km de uma risca pequena de alcatrão picado, estrada de montanha, curvas e contracurvas apertadas, cotovelos e buracos. Durante quase uma hora não cruzei com ninguém por este caminho de vegetação densa e verde. Está fresco, uma ligeira humidade no ar, cheira a natureza. Difícil mas lindo.






Chego a Bunõl ao final da tarde e vou procurar o Hotel que já estava reservado. Sinto a vila agitada. Há placas a avisar que as ruas iriam ser cortadas. Muita gente nas ruas, animação no ar. Carrego a bagagem para o quarto e venho para a esplanada, tomar café e olhar para o mapa da vila. Aida, a empregada do bar é do Porto e mete conversa comigo. Estava admirada por ver uma portuguesa por ali. Disse-lhe ao que vinha. Ficamos a falar um bocado e ela explica-me como tudo funciona. O sol está a baixar e decido ir fazer um reconhecimento do terreno, mesmo antes de trocar a roupa e tomar banho.


Do Hotel até ao centro ainda é uma distância razoável. De moto, por ali abaixo, lá vou eu explorar. As ruas têm poucos carros mas muitas pessoas. Na Calle del Cid a polícia já não deixa passar. Arrumo a moto num beco perto e caminho por ali. Os locais tapam as fachadas dos prédios com grandes telas azuis, tapam as portas e janelas com taipais de madeira. Na rua, cheia de esplanadas, muitos jovens a comer tapas, turistas a passear, para cima e para baixo, no centro um pequeno bairro típico e um labirinto de escadas para subir até ao Castelo, onde estão várias bancas a vender artesanato.

Bunõl é uma pequena vila desinteressante. Um pequeno castelo em recuperação, meia dúzia de avenidas, um centro histórico e a Calle del Cid, a rua onde se vai passar a acção. Sente-se a expectativa no ar.

Por todo o lado há bares improvisados, pequenas bancas de madeira e alguidares cheios de gelo e latas de cerveja, anúncios de mojitos e jovens de muitas nacionalidades. Música alta. A Fiesta já começou. A noite vai caindo e mais jovens aparecem. No topo Sul da vila há uma feira montada, com diversões, carrosséis, roulottes de comidas e bares. Bares improvisados a perder de vista. E muita música. É daqui que vão partir os camiões.

Nos descampados à volta da vila, em parques de estacionamento improvisados com fitas a delimitar espaços pagos, centenas de turistas acampam nos carros, trazem farnel, bebidas e começam a Fiesta. Durante toda a noite há animação, há bebidas, há festa, ninguém dorme, à espera da última quarta-feira de Agosto, o dia “vermelho”.

 
 
 
 
 
 
 
Quarta-feira, dia 25 de Agosto de 2010
 
De manhã, saio muito cedo. Às 8 horas já ando por ali. É uma caminhada de meia hora até ao centro. Todas as entradas da vila estão cortadas, centenas de polícias encaminham a multidão para o centro. A pequena estação de comboios despeja milhares de jovens nas ruas, filas de camionetas chegam, cheias de gente, excursões de t-shirts iguais, de adolescentes excitados. Muitos já estavam por ali, tinham festejado toda a noite, caras cansadas, vestígios de álcool. Todos vestem calções, roupas velhas, t-shirts que não vão durar muito tempo. Os copos de sangria e de cerveja são de um litro. Há vendas de óculos de mergulho, de máquinas fotográficas, em plástico e estanques.


A Calle del Cid já está a abarrotar de gente. Espanhóis, ingleses, franceses, japoneses, nórdicos e até ouço falar português. Excitados, expectantes.

Às 10 horas da manhã, frente ao ayuntamento, começa o despique da subida do pau de sebo que tem um presunto pendurado no topo. A multidão vibra com as tentativas, ri-se das quedas, grupos de malabaristas encavalitam-se uns nos outros para chegar ao presunto. Dos terraços, os locais regam a multidão com mangueiras e baldes de água. Nem isso arrefece os ânimos.

Há medida em que as 11 horas se aproximam, a agitação sobe, os gritos aumentam, a vibração é tão forte que ninguém consegue ficar indiferente.

Ouvem-se as buzinas estridentes dos camiões. O público grita, encosta-se às paredes, vai começar La Tomatina.





Uma hora depois ouve-se o estrondo de um foguete. Acabou. Lentamente, a multidão começa a dispersar. Alguns afoitos ainda procuram no chão pedaços de tomate para atirar. No fundo da rua, a securidad tomatina junta-se e começa a varrer as pessoas para fora da rua. Os funcionários camarários preparam as mangueiras de pressão. Rapidamente começam a lavar as paredes, a limpar os vestígios. Centenas de jovens correm para debaixo dos jactos de água, em busca do fresco, para se lavarem. Nas ruas à saída do centro, os residentes têm mangueiras e vão lavando o pessoal. Em cerca de meia hora, a rua está a mudar de cara, os detritos são empurrados em montes, os jactos de água lavam os restos de tomate. Pelas 3 horas da tarde, já não existem sinais do que aconteceu. A vida volta ao normal. No passa nada.

   
http://www.latomatina.es/home/inicio/?lang=es_ES
 

Quinta-feira, dia 26 Agosto 2010


O dia hoje é ambicioso. 540 km até ao Sul. Tinha visto uma estrada recomendada no best biking roads que era perfeita para chegar à Costa e evitar as autovias. Lá vou eu. De início, está muito bem. Serras verdes faziam antecipar a reserva natural de Cortes. Rolava contente por mais uma rota bem escolhida. De repente vejo duas colunas de fumo branco por entre a vegetação, a subir ao céu no meio dos montes. Apanhei um choque. O que poderia ser um paraíso estava manchado por duas gigantescas chaminés da central nuclear de Cofrentes.








Depois desta visão desoladora a paisagem perdeu o encanto. Planície sem interesse, pedras e vegetação rala, serras escarpadas, nuas de verde, ondas de calor sufocante, castelos em ruínas no horizonte. Ao almoço decidi repensar o caminho. Num restaurante a comer um bocadillo, estudei o mapa. O empregado perguntou onde eu queria ir. Confirmou que o caminho não tinha interesse e recomendou-me outro. Confirmou também que a costa de Carboneras era “Muy preciosa”. E lá vou eu.



Umas horas depois chego ao mar. Está mais fresco mas a humidade do mar cola-se à transpiração dos 35 graus de temperatura do caminho. Uma marginal junto ao mar, muitos hotéis e urbanizações de verão, uma costa de praias. A estrada acompanha a água e depois sobe aos montes. A vista é linda. Lá ao fundo está Cabo de Gata, o destino de hoje. Fico ali no cimo do monte a pensar se seria uma boa ideia ir até lá. É que tenho de voltar à Autovia del Mediterrâneo para descer de novo à costa. São mais 60 km e já são 6h da tarde. Tenho de procurar alojamento.






Zonas de férias junto ao mar são caras de certeza. Todos estes hotéis têm cara de muitos euros. Vou para o interior. Fiz-me à estrada, atravessei o deserto de Almeria e fui dormir com os cowboys.









Tabernas, era outra opção de destino para hoje. Tem uma igreja romântica, um pequeno castelo e um antigo estúdio de cinema onde rodaram muitos spaghetti-western e que hoje é um parque temático. Entrei na pequena vila e perguntei por um Hostal. Uma senhora indicou-me um que era de uma prima. Lá fui eu procurar a loja de roupa que tinha um Hostal por cima. Por 20 euros, um quarto com banho, ar condicionado e TV. E Internet tem? Não tem. A minha cara de desolada levou à pergunta … Por que lo quieres? Explico que é para trabalhar …. Sou jornalista de uma revista de viagens. A simpática senhora olhou para o meu ar preocupado, olhou para as malas da moto que o Ricardo emprestou, com resmas de autocolantes de vários países e disse – Não te preocupes, a cafeteria aqui ao lado tem. Eu falo com ele. E cá estou eu, instalada a comer una racion com ensalada, Internet gratuita, a partilhar mais um pedaço de viagem.










Sexta-feira, dia 27 de Agosto de 2010

As notícias falam em vaga de calor africano. Tinha pensado em fazer a Costa mas mudei de ideias. Vou procurar um local mais fresco. Faço uns km de Autovia e saio direitinha para Sierra Nevada. Outra estrada que diziam ser muito bonita. Conheço muita gente que já lá foi, que gosta de neve e de sky. Eu não gosto de frio. Mas tenho curiosidade em conhecer esta serra tão famosa.

A parte virada para o mar é escarpada, pouca vegetação, rochas e aldeias brancas penduradas nas encostas. A estrada tem um milhão de curvas, é apertada, quase nem há espaço para parar e tirar fotos. A vista é fabulosa. Almoço em Trevelez a ver as notícias de 43 graus lá em baixo. Por aqui são apenas 34 graus.











Cometi um erro. Almocei muito bem. Dá-me uma moleza terrível. Fico sentada na esplanada, ao fresco. Afinal estou de férias.





Gostei da Sierra. Mas a nossa serra da Estrela não se fica atrás. Quando chego ao sopé da montanha são apenas 4h da tarde. Ainda tenho tempo de fazer mais um roteiro. Há dois locais que me chamam … El Chorro e El Torcal.

















Eu já contei que o mapa se rasgou no início da viagem. Logo por azar, a estrada para Sul é mesmo na dobra rasgada. Imaginem a cara do ciclista a quem eu pedi indicações.





















Entusiasmada com as paisagens e a descoberta de mais locais lindos, esqueci-me das horas. Anoitece e não tenho alojamento. Em Vilanueva não há Hostais, nem em Lajoya. Ou volto para Antequera por aquela teia horrorosa de serras e curvas apertadas ou desço para o vale onde me dizem haver um turismo rural. Chego lá é noite cerrada. Entrei no hotel mentalizada que vou pagar uma fortuna por um quarto. Don Pepe fez o preço … 25 euros. Nem queria acreditar. Um quarto fabuloso, decoração rústica, banho, ar condicionado, TV e Internet. Há uma estrela a iluminar o meu caminho.



Sábado, 28 de Agosto de 2010

Saio do Hotel e ainda cantam os grilos. No céu escuro as estrelas brilham. Está fresco. Na noite anterior estive a estudar o mapa. Ronda está aqui tão perto. E muitos mais locais para ver. Apetece-me continuar à descoberta mas o meu instinto diz-me que está na hora. A estrela polar brilha e aponta a Norte. É melhor ir para casa.

Demorei um par de horas para sair deste emaranhado de serras e curvas em cotovelo. O dia vai clareando. O nascer do sol é lindo. Mas ver o nascer do sol na estrada é sublime. A claridade aparece, os grilos calam-se e os pássaros acordam. A luminosidade vai enchendo a atmosfera, lá longe aparece um véu laranja, torna-se vermelho, o mundo ganha cor, a luz ofusca os olhos. Vem aí a bola de fogo.



Fazer 500 km com 40 graus em auto-estrada é aborrecido. Ainda adormeço. Vou por Aracena. Cruzar Sevilha é um tormento de trânsito, uma confusão de setas de direcções, um calor infernal. Mas a estrada de Aracena continua linda, larga e rápida. Assim que chego a Portugal, um carro atravessa-se à minha frente, outro anda em zig zag com o condutor a falar ao telemóvel, o preço da gasolina sobe. Tudo na mesma. O pequeno tasco à entrada da fronteira onde se bebe o primeiro café depois de muitos dias e que mesmo mal tirado é bom, está igual. No passa nada.

Na última etapa da viagem a adrenalina vai esgotando. Faço os últimos km em estado automático, todos os circuitos desligados, apenas o instinto de sobrevivência me guia até casa.

Tenho o físico cansado mas a mente limpa. Sinto-me bem. Foi bom vir um dia mais cedo para casa. Preciso de descansar. Meti a chave à porta e pensei que ainda ontem saí daqui.






Tomatina - Espanha 2010 from Paula Kota on Vimeo.

5 comentários:

  1. Excelentes fotos e relato. Gostei particularmente da ......Tomatina, ahahah. Boas curvas.

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  2. São estes pequenos grandes relatos que nos fazem rolar com as nossas motas para todo e qualquer lado.
    O ano passado Picos da Europa, este ano Barcelona, para o ano....logo vejo.
    Um abraço e boas curvas.

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  3. Gostei das fotos. Partilhas sítios lindos, que num futuro espero poder visitar.
    Adorei como escreves. Como relatas por onde passas. Parabéns pelo trabalho.

    Boas viagens. :)

    SimoneMarta.

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  4. Excelente crónica e viagem com muitos atractivos ... comparado a quê? ....rsssss..... sabes de quem é o "non-sense humour coment".

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  5. Adorei o blog Paula!
    Lindas viagens!
    Acabei de comprar minha F650 funduro branquinha e suas viagens e relatos me animaram muito!

    Abraços,
    Lucas

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